julho 17, 2010

JUNHO

Onde mora o som
onde a cabeça padece
onde tratos são feitos
e promessas permitidas

Com os pés que não param
como escravos da noite

Onde os olhos descobrem
a confusão que gera a arte

vagarosa e tênue

Entre o estúdio e o estático
entre o momento e o movimento
um pouco de luz,
sombra,
prata e tinta.

Onde descansam as palavras

Onde se amontoam

Verticais sob grandes nomes
horizontais sobre as paredes
em ritmos e rótulos,
sem rodeios

Ou amarrotados nos tecidos em viés

Podia catá-las, todas
e fazer uma corda de contas
mas senti a pele em que deslizam
para se tornarem contos
uma vez.


para S.M. Jun/10

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