julho 01, 2010

D’ALVA

Tem vento na janela
Tem gente dormindo
Tem vela,
ninguém mais está sorrindo

E fumaça

E onde há fumaça
Há um cigarro
Um trago, um raro
Minuto consumido em brasa
Em que pensa ter asa

Para rasgar o céu com a aurora
apagar as estrelas que outrora
agonizavam, distantes
no frio do espaço
com um brilho solitário que inspirou

Casais
Poetas
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Os signos, os sinais e os sonhos.

Agora que estamos só nós três
Eu, lua e o cigarro
Encontro outro ser solitário
que esqueceu que já deu horário
de deixar o sono tomar conta
e fazer de conta que vive um faz-de-conta
Sem fazer conta das contas do rosário
ou dos atores no cenário.

Vai embora, moça alva
Mas volta pra morrer de novo amanhã
Diante dos meus olhos
como sempre fazem os sonhos
quando acordo de manhã
e chega a hora de voltar pra casa.


Abr/10

2 comentários:

  1. Olá poeta, encontrei teu link na comunidade Poemas e Poesias.
    Gostei muito de teu blog.
    Abraço

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  2. E então a querida Jeanne me trouxe até você poeta.
    Amei e te sigo.
    Bjs Goretti

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