junho 24, 2010

LOTAÇÃO

Janela indiscreta me separa da vida
Cadeira
Corrida
Roleta
Corrimão
O ferro em que todos descansam as mãos

Onde todos sossegam na vida
Sendo guiados por Deus ou por sorte
Talvez no silêncio celebrem a morte
Talvez na ausência esperem um corte
Talvez na sua pressa precisem de um norte

Estranhos sentados, rostos alinhados
Retratos cansados da linha de produção

No dia findado, recém-começado
Só leva o esforço pra casa ou não

E quando lotado, não mais que apertado
Mal sinto batidas de um só coração
Meus passos pensados, às vezes, contados
Lutam por espaço num chão de alçapão

Num ato pensado
no braço esticado
paro mil mundos num ponto qualquer.
Serei despojado se ali,
exilado deste mundo truncado
deixar meu passado seguir como quer?


Abr/2007

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