junho 24, 2010

CINZA

Esta Terra que se aquece
não me aquece
Esta gente que faz prece
me enlouquece

Seus pedidos ritmados
transparecem
Um pedido de perdão
que não merecem
Um suspiro é uma explosão
que estremece
É respirar do mesmo ar
porque carece
E se esquecer de aliviar
do que padece
Nesta sombra,
solidão que entristece
Neste riso,
que sorriso não parece

E meus sonhos
que o Mundo não conhece
Não perderam a inocência,
pois se cresce
Se consomem,
porque preço não se desce
E se confundem,
por que mais que se quisesse
Não há brilho
nesta luz que resplandece

Somos tão diferentes
que parece
Que o risco do grafite
que enegrece
Se animou a colorir
o céu do agreste
Num tom cinza,


Porque cinza não rima.



Mai/07

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